[Resenha] Precisamos falar sobre o Kevin - Lionel Shriver

Livro: Precisamos falar sobre o Kevin.
Autora: Lionel Shriver
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 464
Classificação: 5/5 (favorito)

Sinopse: Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional “onde foi que eu errei?” a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos? 


Minha opinião: 

Precisamos falar sobre o Kevin - sétimo romance da autora Lionel Shriver - foi recusado por vários agentes literários e mais de 30 editoras. O livro foi vencedor do Prêmio Orange de 2005, tornou-se um best-seller mundial que alçou a autora ao status de fenômeno literário. Em 2011, o romance foi adaptado para o cinema e trouxe, no papel de Eva, Tilda Swinton, que acabou sendo indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz.
A obra é narrada por Eva Khatchadourian que, através de cartas escritas para o seu ausente ex-marido (Franklin), esmiúça os acontecimentos de sua vida, antes e após ter tido seu filho Kevin.
Eva relata seu desgosto e infelicidade com a gravidez.  Sofrendo de depressão pós-parto, sua infelicidade com a maternidade, contrastava com a felicidade do marido.
           A narrativa abrange não só o presente e passado de Eva, mas também suas reflexões sobre o que teria motivado seu filho - Kevin, então com 15 anos na época - a planejar e executar uma carnificina em seu colégio, vitimando 9 pessoas. Eva precisa desconstruir seu passado, para tentar achar uma resposta sobre o comportamento maléfico e desprovido de emoção e remorso, de seu filho.
A mãe parece ser a única capaz de enxergar a "maldade" em seu filho, quando seu marido o protege e parece estar cego para qualquer problema de comportamento que Kevin venha a ter.

"Você nunca quis me ter, não é mesmo?"
"Eu achava que sim", falei." E seu pai, ele queria você...desesperadamente."
"Você achava que sim", disse ele. "Depois mudou de ideia"
"Eu achava que precisava de uma mudança. Mas ninguém precisa de uma mudança para pior." (...)
" Alguma vez já lhe ocorreu pensar", disse ele, de um jeito capcioso, "que talvez eu não quisesse ter você?"
(pág. 74)

Apesar de se tratar de uma obra ficcional, a narração carregada de fatos corriqueiros - com acontecimentos condizentes com a realidade - onde Shriver conduz seu romance, levanta diversas questões que irão perturbar a mente do leitor muito tempo após a leitura.
Shriver conduz impecavelmente a narração, através das lembranças de Eva, conseguindo transmitir  emoção e a apatia na medida certa. Mesmo a história sendo narrada pelo ponto de vista de Eva, temos a exata dimensão dos sentimentos de todos os personagens, inclusive de Kevin.
           O livro possui uma linguagem mais rebuscada, que talvez não agrade a todos os leitores. Shriver, porém,  imprime com brilhantismo em sua narrativa, uma intimidade com o leitor, que ao ler as primeiras páginas é impossível largar o livro.
           Kevin é extremamente inteligente - eu diria até um gênio - que mesmo sendo uma criança, tinha a dimensão exata de que seus atos causavam horror em sua mãe. Eu tentei a todo custo odiar Kevin, mas no final fiquei com o sentimento que talvez ele estivesse tentando "apenas" chamar atenção de sua mãe. A semelhança entre os dois não é somente física, como a própria Eva descreve, mas eu percebi que toda essa repulsa que ela sentia pelo filho, acabou se transformando em uma competição entre os dois, onde cada um tentava demonstrar que não queria o outro em sua vida.

            Acho que a grande questão que Shriver quis utilizar no livro está em: ter ou não ter filhos?
            O livro toca no cerne da questão, que muitas mulheres tem uma visão "fantasiosa" a respeito da maternidade, e ao se depararem com um mundo totalmente diferente do qual imaginavam, se apavoram e não podem retroceder, ficando presas a uma condição irrevogável.
 Esta capa foi uma edição especial, inspirada no filme. É interessante observar que a cor "vermelha" da capa, foi meramente proposital, visto que Shriver introduz em sua narrativa, a cor vermelha em diversos momentos. A Intrínseca realizou um trabalho primoroso na revisão e digitação, pois não encontrei nenhum erro. As folhas amarelas são confortáveis para a leitura.  

Um livro aterrador, intrigante e impactante, que me deixou com um grande nó na garganta após ler a última página. Deveria ser leitura obrigatória para pais, mães e filhos.

[Resenha] Os Diários de Carrie - Candace Bushnell

Livro: Os Diários de Carrie - livro #1
Autora: Candance Bushnell
Editora: Galera Record
Número de páginas: 399
Classificação: 5/5

Sinopse: Os Diários de Carrie começa no último ano de Carrie do ensino médio. Ela e seus melhores amigos Walt, Lali, Maggie são inseparáveis. E então Sebastian Kydd entra em cena. Sebastian é um bad boy, intrigante e imprevisível. Carrie está em um relacionamento que ela sempre quis ter na escola, até que a traição de um amigo a faz questionar tudo. Com seus tempos de colégio chegando ao fim, Carrie vai perceber que chegou finalmente a hora de ir atrás de tudo o que ela sempre quis.
Os fãs de Carrie vão aprender sobre seus antecedentes familiares – como ela encontrou seu talento para a escrita, e a impressão que suas amizades e relacionamentos deixaram sobre ela.

Minha opinião:
Não é só a capa chamativa (que tem tudo a ver com a história) ou a proposta de mostrar a adolescência de Carrie Bradshaw, que fazem o livro ser perfeito do início ao fim. A fórmula que Candace usa para construir sua narrativa em Os diários de Carrie, não poderia ser mais acertada.

Com 17 anos, Carrie é apenas uma menina comum do interior, que sonha em ser escritora, e coleciona problemas comuns a todas adolescentes de sua idade.
O livro é narrado em primeira pessoa - por Carrie - que está longe de ser aquela personagem descolada e elegante do seriado Sex And The City.
Em seu último ano do ensino médio na Castlebury High, Carrie sonha em conseguir uma vaga no Seminário de Verão de Literatura Avançada da New School e conhecer a cidade de New York. Só que seu último ano no colegial não será nada fácil.
Sebastian Kydd - que possui fama de bad-boy por toda a escola - retorna a Castlebury e mexe com o coração de Carrie, que é apaixonada por ele desde que tinha 12 anos.
"Regra número três: melhores amigas sempre acham que você merece o melhor namorado, ainda que o melhor namorado mal saiba que você existe." (pág.25)
O livro pode parecer se tratar de um chick-lit, ou um romance teen, mas está longe disso. Carrie é bastante centrada e madura para a idade, que sabe onde quer chegar e nunca se desvia de seu propósito: se tornar uma escritora famosa (Ok, talvez ela se desvie só um pouquinho, por causa de Sebastian).
Candace nos apresenta os primeiros amigos e os dilemas que Carrie enfrentou para chegar aonde queria. Entre seus amigos estão a nerd Mouse (Roberta), a sensível e emotiva Maggie, o estranho e companheiro Walt (que esconde um segredo de todos) e a competitiva Lali. Temos também a arqui-inimiga: Donna LaDonna, que acusa Carrie de roubar seu namorado Sebastian, e tentará fazer de tudo para enfernizar sua vida no colégio.
A relação com sua família,  é uma questão bem explorada no livro. Conhecemos seu pai, que se tornou super protetor após a morte de sua mãe, e suas irmãs -  Dorrit (que sempre se mete em confusão) e Missy.

Os diálogos são recheados de humor, ironia e sarcasmo, que tornam a leitura leve e ágil. A narrativa de Bushnell é encantadora e envolvente.
Confesso que me identifiquei mais com a Carrie-adolescente-tímida, do que com a Carrie-adulta-descolada do seriado.
" - Então vocês simplesmente transaram. Em cima das folhas? E os galhos? Um galho podia ter furado a sua bunda.
- Acredite em mim: quando se está transando, você não presta atenção em coisas como galhos. (pág.95)
O final foi inusitado e me deixou com vontade de ler o livro Sex and The City ,embora tenha lido muitas críticas negativas, dizendo que ele não faz jus a homônima série televisiva.
Em fevereiro, foi lançado O verão e a Cidade, que é o segundo livro da série.

Caixa de correio #16

Olá peeps. Hoje postarei o que chegou em foto, pois não tive tempo (nem silêncio) para gravar o vídeo.
Vamos espiar:

[Parceria] Chegou Entre Amores Cruzados da autora Vanessa de Cássia (Editora Novo Século). O livro é lindo, veio com dois marcadores de coração (só tem um na foto porque o outro estava marcando um livro), veio autografado e com dedicatória. Meu filho colocou a mãozinha esperta pra pegar, mas eu salvei a tempo...rs

[Cortesia] De parceria com a Editora Intrínseca, chegou Precisamos falar sobre o Kevin (Lionel Shriver). Comecei a ler, e estou gostando muito.


[Parceria] Chegou Paixão, drogas e Rock' n' roll da autora Daniela Niziotek.

[Cortesia] Em parceria com a Editora Novo Conceito, recebi Beijada por um Anjo. Você pode conferir a resenha aqui.
De comprinha só chegou o tão tão desejado Sob a luz dos seus olhos (Christine. M) que veio com dois marcadores lindos.

Todas as estrelas do céu (Enderson Rafael) eu peguei emprestado com a minha gêmula Kim - do blog O último romance.

Da série: estou com sorte - ganhei Shadowspell, o 2° livro da série Fariewalker (Jenna Black) do blog Escuta essa. O livro é lindíssimo, e eu preciso ler o 1° urgente.

Da série: estou duplamente com sorte - ganhei outro Beijada por um anjo 4 (quem quiser trocar, é só deixar comentário), esse veio do blog Pensamento Tangencial, administrado pela Angel que é uma fofa.

E foi só.
Espero que tenham gostado.
bjos

[Meme] Julgando pela capa

Olá people. Hoje vou responder um meme, que recebi da Kaah do blog April-1993.

Cite 1 livro que você já leu só por causa da capa.


Difícil citar apenas um, pois geralmente eu compro os livros por causa da capa. Mas escolhi Destino, pois lembro que estava colocando alguns livros na cestinha virtual da saraiva, e quando bati o olho nessa capa, pensei: que capa linda, preciso ler esse livro.

 - Que tipo de livro você não lê por causa da capa?

 Não é nem pela capa, mas pelo conto em si. Eu tive uma decepção com Formaturas Infernais, então decidi não arriscar - juntando o fato de não ter ido com a cara desse anjinho com chifres.

- Que livro te decepcionou, mas você gosta da capa?
 Eu nem diria que me decepcionou em si. Porém não superou as minhas expectativas. Mas eu amo a capa de todos os livros da série.

- Quais são suas cinco capas preferidas?

Nem preciso falar muito né? Todas as capas da série são lindas, mas eu prefiro essa.

Adoro essa capa. A primeira vez que eu vi, jurava se tratar de um livro internacional, e qual foi minha alegria em saber que era uma obra nacional? Adoro a mistura do vestido de festa com o all star (eu vivia dizendo que ia me casar de all star, então essa seria uma versão minha em meu casamento - se eu tivesse tido coragem)

Essa capa já me conquistou antes mesmo de ter lido a sinopse do livro.

Gosto de capas com "carão".

Amo essa capa. Lembro que relutei muito em comprar o livro, por causa das resenhas negativas. Mas quando vi a capa pessoalmente, não tive dúvidas: eu tinha que ter na minha estante.
  - Blogs indicados para responder o meme:
Palavras que me distraem
Book Petit
Inspirados, o berço das grandes ideias
Último romance
Leitura entre amigas
Pausa para um café
Murmúrios Pessoais

[Divulgação] Hugo e Elisa e a Fuga de Madame Hornick

Olá leitores. Hoje trago uma dica de um livro nacional.

Sinopse: Mistério e suspense em Londres. A única alternativa é solucionar o caso. Hugo Forsyth e Elisa Adams são dois jovens detetives que trabalham para a Empresa de Investigações Super Kings. Quando tomam conhecimento da fuga de Madame Hornick, a dupla decide investigar o fato de forma incansável, buscando por informações que gradativamente os levem a alguma pista. Com persistência e vontade de fazer justiça, Hugo e Elisa passam por momentos de tirar o fôlego e por fortes emoções até chegar à reta final desse mistério.

 Anna Chiara nasceu em Ribeirão  Preto, SP, em 1994. Começou a escrever pequenas histórias aos cinco anos. A  ideia de Hugo e Elisa surgiu aos  nove, e aos onze iniciou o esboço do livro, desenvolvendo o contexto da fuga de  Madame Hornick. Aos quinze, após consolidar todos os personagens da história,  finalizou a obra. “Escrevi este romance policial com o objetivo de apresentar  personagens que passam por muitas situações semelhantes ao nosso cotidiano; que  possuem momentos de coragem e fraqueza, de seriedade e descontração.
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