Autor: Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 281
Classificação: 5/5
Minha opinião:
Jonathan Tropper é autor de 5 romances, entre eles Como falar com um viúvo e Plano B. Tudo pode mudar teve seus direitos negociados com a Sony Pictures.
Aos 32 anos, Zachary King parece ter a sorte a seu favor. Possui um emprego estável (embora seja um tanto enfadonho), mora em um luxuoso apartamento que divide com um amigo milionário (fissurado em televisão) e está noivo de uma jovem inteligente e muito sensual.
Mas seu mundo começa a virar de cabeça para baixo quando ele encontra sangue em sua urina. Obcecado com a possibilidade de estar com câncer, ele procura um médico para investigar a causa do sangramento. Como se não bastasse toda a preocupação com sua saúde, seu pai - um homem inconsequente e viciado em viagra - reaparece após 20 anos de ausência, querendo reparar os erros do passado.
" - Está tudo bem?
- Hum - é a resposta.
Jamais, em nenhuma circunstância, você quer ouvir seu médico dizer "Hum". "Hum" é o jargão médico para "Puta que pariu". (pág. 37)
Tudo por mudar é um livro que aborda de modo descontraído, as dúvidas de um homem que parece ter sua vida caminhando sob os trilhos da perfeição. Mas, ante a possibilidade de uma terrível doença, ele começa a questionar o rumo que sua vida está levando.
O livro é narrado em primeira pessoa, por Zachary, que aos 12 anos precisou lidar com a escandalosa separação dos pais, e passou a ser o pilar de sustentação para seus irmãos mais novos: Matt e Pete. O que ele menos queria era se tornar um retrato do pai, que traia sua mãe constantemente, porém, quando Norm bate na porta de sua casa - após longos anos de ausência - a princípio Zack não aceita a presença do pai, mas acaba sendo influenciado pelo seu comportamento e sua vida se torna um verdadeiro caos. Amedrontado com o futuro noivado e assombrado pelas lembranças de Rael - seu melhor amigo morto em um acidente de carro - ele ainda precisa lidar com a estranha atração por Tamara, viúva de Rael.
O ponto alto do livro são os personagens, excêntricos em sua essência (especialmente Norm, que vivia exibindo sua ereção por todos os lugares onde passava), e humanos em suas intenções. As confusões que Norm, Zack e seu amigo milionário Jed se metem, seriam cômicas se não fossem trágicas. Durante toda a leitura eu falava: esse livro daria um ótimo filme (antes de saber que o mesmo já tinha seus direitos comprados).
Com uma narrativa ágil e divertida, o autor aborda as tragédias na vida do protagonista de forma leve e descontraída. Tiveram partes que me fizeram chorar de tanto rir e outras que me emocionaram profundamente. O interessante foi acompanhar a visão de um homem sobre o amor, família e a amizade. Com personagens bem construídos e uma premissa inovadora e irreverente, o autor nos leva a refletir que: nunca é tarde demais para tomar decisões que afetem radicalmente o curso da nossa vida, mesmo que a curto prazo isto não pareça ser uma boa ideia.


















