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[Resenha] Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare

Livro: Cidade dos Anjos Caídos - livro #4
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 361
Classificação: 4/5


Minha Opinião: (Sem spoiler, para quem não leu os livros anteriores)

A guerra acabou. Caçadores de sombras e membros do submundo parecem coabitar em paz.
Clary finalmente irá treinar suas habilidades de caçadora de sombras, mas o afastamento de Jace a deixa bastante preocupada.

Caçadores de sombra aparecem mortos, levantando desconfiança dos membros da Clave, contra os seres do submundo. Uma guerra sangrenta está prestes a começar, e é preciso tomar muito cuidado em quem decide confiar.
- Eu te amo, Clary - disse Jace - Mais do que... - interrompeu-se. - Meu Deus. Mais do que provavelmente deveria. Você sabe disso, não sabe? (pág.47)
Quando eu penso em ler uma trilogia, fico logo desanimada com a hipótese de virar uma série. Também sempre bate aquele medo: será que a autora vai ser perder nas continuações? será que ela está escrevendo uma verdadeira encheção de linguiça, só para ganhar mais dinheiro? Trilogias virando séries, está se tornando uma verdadeira epidemia.
Os Intrumentos Mortais era para ser uma trilogia, tanto que o desfecho do livro Cidade de Vidro foi tão satisfatório, a ponto de me fazer achar que nada mais me surpreenderia.
Comecei lendo Cidade dos Anjos Caídos, sem muita expectativa, pois já tinha visto de tudo acontecer nesta série. Mas eu estava enganada, ainda tinha mais para ser visto. E minha relação de desgosto com a série, passou para um caso de amor.

Antes é preciso deixar claro que minha paixão pela série vem do fato de: Cassandra criar personagens completamente envolventes, e diálogos realistas - apesar de abusar na dose de ironia - com os quais me identifico muito, e chego a pensar: caramba, este seria o tipo de piadinha que eu faria.
Eu amo o elenco da série. Clare consegue dar o devido destaque a todos, sem que nenhum seja negligenciado. Os personagens são carismáticos, e todos eles possuem uma característica marcante que os diferem.
Gosto da mistura de seres sobrenaturais (quem diria), e o modo como cada mitologia é desenvolvida.
Para apimentar ainda mais a série, uma personagem do livro Anjo Mecânico tem grande destaque neste livro. Simon tem sua "condição" melhor explorada neste livro, e posso afirmar que de longe, ele é o personagem que mais amadureceu na série.
Tivemos um toque bem a lá supernatural (série de TV), por conta do novo vilão. As reviravoltas na trama fizeram muito bem a série. No início do livro eu esperava um desenvolvimento muito diferente, e o tempero que torna a série um sucesso é exatamente este: não saber o que virá pela frente, e ser pego desprevenido.

Para o alívio geral da nação, a transformação da trilogia em série não foi decepcionante, muito pelo contrário. A autora nos prova que ainda tem muito a desenvolver. O desfecho me deixou ansiosa para ler City of Lost Souls, que tem a capa mais linda da série, e não sei porque mas tenho a impressão que este será o livro mais denso da série.

[Resenha] Cidade das Cinzas - Cassandra Clare

Livro: Cidade das Cinzas - livro #2
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 404
Classificação: 4/5

Minha Opinião (livre de spoilers):

Clary nunca mais vai ter uma vida normal, após ter descoberto ser uma caçadora de sombras e possuir um poder diferente de todos os outros caçadores.
Após a grande revelação de Valentim, Jace vem agindo de uma maneira muito estranha com Clary.
O roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, faz com que a Inquisidora venha ao Instituto investigar e interrogar Jace.
Seria ele aliado de Valentim?

"(...)- Por que eu tenho que te contar tudo sobre como me sinto se você nunca me conta nada? É como dar com a cabeça na parede, só que, se pelo menos eu estivesse batendo com a cabeça na parede, poderia parar."
Depois de ter me decepcionado com Cidade dos Ossos, quis dar um tempinho para continuar lendo a série, e confirmar se o problema com o livro era comigo ou com a narração.
Yes, me surpreendi de tal modo com esse livro, que quero desesperadamente ler a continuação.

A história começa em um ritmo bem lento, e depois do final de CDO, em forma de bomba mexicana  que a Cassandra nos deixou na mão, o clima ficou muito estranho entre os personagens, especialmente entre Clary e Jace.
Personagens novos vieram conferir maior movimentação à trama, mas não acho que teve o efeito esperado. Maia, uma adolescente licantrope e Max, o irmãozinho mais novo de Alec e Izzy, ao meu ver seriam totalmente dispensáveis. Já não posso dizer o mesmo da Inquisidora e do já conhecido Magnus Bane. O feiticeiro é peça fundamental em várias cenas, e eu me divertia muito com suas piadinhas, e a Inquisidora foi uma personagem totalmente indecifrável até as últimas páginas.
O sarcasmo tão característico do nosso anti-herói Jace voltou com tudo neste segundo volume, porém temos flashes de seus verdadeiros sentimentos, o que torna o personagem apaixonante.

Continuo achando que Valentim não convence como vilão (ainda mais após descobrir quem fará o papel nos cinemas: meu gostosão que eu amo Jonathan Rhys Meyers). Ou eu tenho sérios problemas com vilões, ou Cassandra criou um personagem que talvez pudesse mudar com o decorrer da história, e isso é tudo que eu espero até o final da série (não custa sonhar né?). Afinal, porque o vilão tem sempre que morrer no fim?
Apesar do começo arrastado e a falta de ação, nem tudo estava perdido. Clare me fez ficar de boca aberta, literalmente. Ela mudou o rumo da história 360°, e teve a ousadia de fazer algo impensável com um dos personagens principais. Só sei que eu fiquei chocada, e depois queria jogar o livro na parede, e logo após estava aplaudindo por ela quase ter me feito chorar.

Um ponto super positivo para a narração em terceira pessoa, foi quando Clare interrompia o ápice de uma cena, para narrar o que estava acontecendo com os outros personagens em um outro cenário. Foi totalmente desesperador, mas de um jeito bom que não me deixava largar o livro.
O que ainda fica devendo são as descrições de alguns demônios e lutas. Minha imaginação é fértil, mas não consigo imaginar um demônio com patas de elefante, cabeça de mosquito e tromba vermelho-sangue pendurada. É demais, até para o mundo sobrenatural.
Praticamente nada de novo é revelado neste volume, e da mesma forma que CDO acaba com uma bomba, CDC tem seu final laudatório.
Apesar de não ter sido fisgada de vez pela série, devo admitir que o livro foi emocionante, e não quero passar muito tempo longe do trio Jace-Simon-Clary.
Para os fãs de sobrenatural, leitura mais do que recomendada.

[Resenha] Anjo Mecânico - Cassandra Clare

Livro: Anjo Mecânico (As Peças Infernais)
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 387 
Classificação: 4/5

Minha Opinião:

Tessa, de 16 anos, sai de Nova York para ir ao encontro de seu irmão Nathaniel, em Londres.
Porém, ao chegar em Londres ela é recebida por duas mulheres estranhas, conhecidas como as Irmãs Sombrias. Além de manter seu irmão Nathaniel como refém em um lugar desconhecido, as duas irão obrigá-la a treinar suas habilidades, que ela nem desconfiava que possuía.

" - Sempre se deve ter cuidado com livros - disse Tessa -, e com o que está dentro deles, pois as palavras têm o poder de nos transformar.
- Não sei se algum livro já me transformou - disse Will. - Bem, há um volume que promete ensinar uma pessoa a se transformar em um rebanho de ovelhas..." (pág.79)

Quem leu minha resenha de Cidade dos Ossos (primeiro livro da série Intrumentos Mortais), percebeu que me decepcionei um pouco. Quando vi que a série As Peças Infernais - que é um prequel de Instrumentos Mortais - seria lançada por aqui, não criei muita expectativa e me surpreendi.
A história se passa na perfeitamente ambientada Londres Vitoriana. Carruagens, vestidos espalhafatosos, o céu cinzento e o Rio Tâmisa são alguns dos ingredientes que a autora usa para nos transportar ao clima de Londres, e a fórmula não poderia ter sido mais acertada.

O livro é narrado em terceira pessoa, onde inicialmente conhecemos Tessa, uma jovem orfã que carrega um anjinho mecânico no pescoço, pingente este que pertenceu a sua mãe. Ao ser obrigada a usar seus poderes de metamorfose (ela pode se transformar em qualquer pessoa), tudo o que ela mais deseja é se livrar do domínio das Irmãs Sombria, e encontrar seu irmão para viverem juntos. Porém, o seu caminho se cruza com o de dois caçadores de sombra. Will e Jem, a levam para o Instituto, uma espécie de abrigo para os caçadores de sombra. Em seu encalço encontra-se o Magistrado, homem que recrutou as irmãs sombrias e deseja casar-se com ela. Quem seria o Magistrado? Quais interesses ele teria em seus poderes?

Novamente fui fisgada pelos diálogos inteligentes e a história super bem montada de Cassandra. Parece que seu lema é criar personagens sarcásticos, porque o Will me lembra muito o Jace de Cidade dos Ossos. Algumas situações vividas entre Will e Tessa, foram praticamente idênticas as cenas vividas por Clary e Jace em CDO, e isso me irritou um pouco.
Dono de frases engraçadinhas e um temperamento um tanto explosivo, à primeira vista Will parece um mulherengo incorrígivel, porém, sua relação com o amigo Jem nos prova o contrário. Ele age como um irmão mais velho, cheio de preocupação e carinho. Seus sentimentos contraditórios me confundiram muito. Não posso dizer que me apaixonei por ele, mas também não o odiei.

Jem possui uma aparência frágil e esconde um segredo de Tessa que só é revelado no final do livro. Creio que no segundo livro da trilogia ele irá ganhar um destaque maior (torcendo por isso).
Tessa me surpreendeu! Uau. Ela não lembra em nada a Clary. Sua determinação e o amor desmedido que sente pelo irmão me conquistaram. Ela á apaixonada por livros, e em várias passagens cita o seu favorito (Um conto de duas cidades de Charles Dickens), e também alguns diálogos de outros livros. Impossível não se apaixonar por ela.

Se em Cidade dos Ossos eu senti falta de um vilão convincente e que me fizesse odiá-lo, aqui não há esse problema. O Magistrado é desprezível, embora seus verdadeiros propósitos para Tessa não sejam completamente revelados, e justamente esse clima misterioso que me fez implorar pela continuação.
O mais viciante, é que Cassandra não se contenta em montar um segredo apenas. Nesse livro existem vários pontos de interrogação, e isso nos prende a história. 

Não dá pra negar que a obra tem grandes semelhanças com Cidade dos Ossos. Em Anjo Mecânico temos o dobro da ação e em nenhum momento o livro se torna enfadonho. Clare introduz o Mundo das Sombras vagarosamente, contribuindo para que nenhum detalhe passe despercebido.
Não é preciso ter lido a série Intrumentos Mortais para iniciar a leitura de Anjo Mecânico, eu até aconselharia começar por essa trilogia. Tenho certeza que essa série irá se tornar uma das minhas queridinhas, prova que Cassandra conseguiu me surpreender (e como).
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