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[Resenha] Pandemônio - Lauren Oliver

Livro: Pandemônio - livro #2
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 300

Classificação: 4,5/5

Minha Opinião:
" O ódio é isso. Alimenta você e ao mesmo tempo o faz apodrecer. É um sentimento difícil, profundo e inflexível, um sistema de bloqueios. É tudo e inteiro. O odio é uma torre alta. Na Selva, começo a construí-la e a escalar." (pág.138)
Lutando por sua sobrevivência na Selva, Lena renasce e passa a viver uma vida bem diferente da qual estava acostumada antes de sua fuga. Longe de tudo o que era seguro, ela aceita fazer parte do plano de seus novos amigos, e passa a vigiar o filho do representante da ASD (América Sem Deliria). Porém, o plano inicial foge de seu controle, e após ser sequestrada, todas as suas certezas sobre o futuro desaparecem.

Após 1 ano após a leitura de Delírio, primeiro livro da trilogia, a expectativa e vontade de ler Pandemônio era gigante. A primeira coisa que você precisa ter em mente ao iniciar a leitura da trilogia é a imensa capacidade da autora em surpreender o leitor acima do esperado. Eu que sofri e chorei no fim do primeiro livro, senti uma tensão sem igual ao ler este segundo, que colocou a distopia acima de todas as outras que eu já li.

A narrativa continua ágil e instigante, sem espaço para grandes divagações da personagem principal, e sem cansar o leitor. As cenas onde Lena luta por sua sobrevivência na selva chegam a ser poéticas, e eu poderia ler 10 páginas sobre a descrição de árvores e paisagens sem enjoar ou pular uma palavrinha sequer.
Neste livro temos a divisão entre o passado e o presente, onde Lena narra o período que passou na Selva, e o período atual em que se passa por uma curada e tenta se misturar aos "zumbis" - como são chamados os curados. Dessa forma fica evidente a transformação de Lena, e é difícil afirmar de qual eu gosto mais.
A Lena de antes era resignada com a Sociedade onde vivia, e a atual é questionadora, forte e confiante. Foi justamente a resignação em aceitar a provável morte de Alex, que me fez perder 0,5% do meu amor por ela.
Novos personagens foram introduzidos na história, e mesmo que alguns tenham pouco destaque - que é o caso de Azul - a autora consegue envolver o leitor de tal forma que eu pude sentir a emoção fluindo pelas páginas.

O enredo possui muita ação, daquelas que te fazem roer a unha, e não querer largar o livro por nada. O que mais admiro na narrativa de Lauren é a coerência utilizada. Nada acontece sem um propósito, e a história, passagem de tempo, e os fatos narrados se interligam de tal forma que não soam confuso. Até a entrada de um novo amor para Lena, Julian, a autora torna conveniente, e faz com que o leitor passe a amá-lo e torcer por eles.
Assim como o primeiro livro, Pandemônio termina de forma abrupta e me deixou de boca aberta, queixo caído, e o que mais servir para descrever o choque ao ler a última cena. Oliver me deixou de coração partido e absolutamente dividido. Não sei se sou team Alex ou team Julian, logo eu que tinha uma forte convicção do meu amor por Alex. Lauren conseguiu distorcer meus sentimentos. Mal posso esperar para ler Requiem, último volume da trilogia, sem data de lançamento no Brasil.
Delírio é uma distopia convincente e uma das poucas que conseguiu mexer com meu emocional de modo tão notável. Se você está em busca de uma leitura que irá te fazer torcer, vibrar e se envolver, Pandemônio é o seu livro.


[Resenha e Sorteio] Delírio - Lauren Oliver

Livro: Delírio
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 343
Classificação: 5/5 (favorito)

Minha Opinião:

Lauren Oliver é formada pela Universidade de Chicago e mestre em Fine Arts pela Universidade de Nova York. Também é autora do livro Antes que eu vá lançado pela Editora Intrínseca. Delírio é o primeiro livro de uma trilogia.

O Amor Deliria Nervosa é considerado uma grave doença. Portanto, para proteger os cidadãos dos efeitos devastadores da doença, que pode levar à morte, o governo desenvolveu uma cura. Todos os jovens após 18 anos precisam passar pelo processo de avaliação, para verificar se estão aptos para receber o tratamento. Assim, com o mal erradicado completamente, a pessoa curada jamais experimentará seus efeitos como: euforia, arrebatamento e paixão.

Lena aguarda ansiosa pelo dia de sua intervenção. Ela acredita que o Amor Deliria Nervosa é o mais mortal de todos os males: pode-se morrer de amor ou da falta dele. Após conhecer Alex, porém, toda a convicção de Lena começa a desaparecer. Tudo o que parecia certo e inquestionável, de repente assume um aspecto "errado". Uma vez experimentando os sintomas da doença, ela começa a duvidar se o amor é realmente mortal.

"Alex está curvado bem perto de mim, tão perto que posso ver cada um de seus cílios, como pinceladas perfeitas de um óleo sobre tela, e agora seus olhos estão literalmente dançando cheios de luz, queimando como se pegassem fogo (...) Ele se inclina um pouco mais, e é como se as chamas saíssem de seus olhos e incendiassem todo o meu corpo. Nunca estive tão perto de um garoto. Sinto vontade ao mesmo tempo de desmaiar e correr. Mas não consigo me mexer." (pág. 58)
A expectativa para ler Delírio era grande. No começo, a leitura arrastada e introdutória me desanimou muito, entretanto, após as primeiras 80 páginas, a história engrenou. O amor ser considerado uma doença foi inovador e bastante convincente. Ao longo das explicações em torno da doença e o que levou o mundo a acreditar que o amor pode ser fatal, Oliver consegue elucidar todas as perguntas a respeito da sociedade, criando momentos de pura tensão a espera do que estaria por vir.

A história é narrada em primeira pessoa, por Lena, que a princípio mostra-se bastante resignada a seguir as regras da "sociedade". Ela passa a viver com sua tia Carol, após sua mãe ter sido morta em decorrência da doença. No início, a aparição de Lena acaba sendo ofuscada por Hana - sua amiga rica -, que parece não ter problemas em quebrar as regras impostas pelo Governo, como: ouvir música alta, entrar em sites não permitidos e ignorar o toque de recolher. Somente após conhecer Alex, podemos acompanhar a evolução de Lena.

É importante destacar que, após a cura, as pessoas são incapazes de sentir qualquer sentimento afetivo, seja pelo marido ou pelos filhos. O amor é considerado errado, sujo e qualquer tipo de demonstração de amor, tais como sorrir, sentir desejo e falar a frase: eu te amo, são reprimidos. Por esse motivo, foi meio surreal acreditar que seres humanos desprovidos de sentimentos, fossem capazes de criar seus filhos.

Ao questionar todo o “sistema”, Lena ganhou minha simpatia e torcida. Alex é o responsável por apresentar um mundo então “desconhecido” e, gradualmente, consegue conquistar sua confiança e seu amor. O romance é abordado de forma bastante sutil; eu diria até ingênua, já que o governo proíbe qualquer forma de contato entre meninas e meninos não curados e toda essa avalanche de sentimentos é uma novidade para Lena. É angustiante acompanhar as reviravoltas que a história sofre - o que torna a leitura instigante.

Não pensei que fosse me emocionar tanto com o livro, nem chorar com o final, por isso ele entrou disparado na minha lista de favoritos. O desfecho é de fazer implorar pela sequência: Pandemonium, que ainda não possui data de lançamento no Brasil.

Quer conhecer a história de Lena? Em parceria com a Editora Intrínseca, irei sortear um exemplar de Delírio \o/ E para ganhar é super fácil. É só seguir as regras básicas, e preencher o formulário no final da postagem.

Regras Básicas:

1- Seguir o blog pelo GFC.
2- Possuir endereço de entrega no Brasil.
3- Preencher o formulário abaixo (qualquer dúvida envie e-mail para mybooklit@yahoo.com.br).

OBS: Para a chance extra de comentar na resenha, não serão aceitos comentários do tipo "participando" ou "gostei".
O livro será enviado pela editora, em até 30 dias.



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