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[Resenha] O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

Livro: O retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 212
Classificação: 5/5 (favorito)


Minha Opinião:

 "Não existe influência boa. Toda influência é imoral... Porque influenciar uma pessoa é transmitir-lhe a nossa própria alma."

O Retrato de Dorian Gray foi escrito por um dos mais importantes escritores do século XIX. O livro é genial! Oscar Wilde é genial. Relevem meu comportamento eufórico para falar sobre essa obra, mas a história mexeu muito comigo, e o livro virou meu favorito.

O livro é narrado em terceira pessoa, e apesar de ter sido escrito no ano de 1890, a linguagem utilizada pelo autor não é rebuscada a ponto de tornar a leitura difícil e cansativa.
Dorian é um adolescente belo e ingênuo, que chega a Londres após a morte do seu avô. Sua beleza é imortalizada em um quadro, pintado por seu amigo Basil. Ao conhecer o hedonista Lorde Henry, e influenciado pelos seus discursos acerca dos prazeres da vida e a importância da beleza, Dorian deseja que seu quadro envelheça em seu lugar, para que ele conserve a juventude eternamente. A partir daí, a história adquire um tom sombrio e a efemeridade da beleza se torna um dos assuntos mais abordados por Oscar.
Teria Dorian feito um pacto com o diabo para conservar sua juventude? Após se apaixonar pela linda atriz Sybil Vane, uma tragédia marca o início de sua conduta fria e inescrupulosa para com as pessoas à sua volta.

Dorian tem seus valores e moral completamente corrompidos por Henry. Ele se torna uma verdadeira marionete nas mãos dele. Até ver a sua imagem no retrato, ele parecia não fazer ideia do quanto era belo. Aqui o autor elabora uma crítica ao narcisismo e o culto à beleza. Quantas pessoas dão mais valor à aparência do que ao caráter?
Ao notar uma mudança nas feições do quadro, o jovem mergulha em um mundo de imoralidade e prazeres sórdidos, sem se preocupar com as consequências.
Não posso dizer que senti raiva de Dorian. Ele possui uma mente totalmente manipulável e seu maior erro foi ter dado ouvidos as investidas de Lorde Henry. Todos os esforços para desfazer os males que causou, pareciam não render resultados e quanto mais tentava consertar seus erros, mais sua alma se tornava sombria.
"Para ser popular é necessário ser medíocre. Todas as boas reputações são feitas de nada."
Lorde Henry é sem dúvida o personagem mais fascinante da obra. Seu cinismo e os comentários ácidos a respeito das mulheres, refletem sua personalidade marcante. Ele é o responsável por confundir os sentimentos e desejos de Dorian, levando-o a cultuar sua própria beleza.
Dono de frases de efeito, é através de Henry que Wilde constrói suas críticas à sociedade da Inglaterra vitoriana, marcada pelo moralismo hipócrita. É um personagem que a maioria irá odiar, mas as suas frases e discursos nos chamam atenção, como se mergulhássemos em seus devaneios.
"Posso ser solidário com tudo, menos com o sofrimento. Tenho-lhe aversão. O sofrimento é hediondo, horrível, desalentador. Nessa simpatia moderna pela dor, há qualquer coisa de mórbido. O que se deve estimular é a cor, o belo, a alegria de viver. Quanto menos se iludir às tristezas da vida, tanto melhor."
O retrato de Dorian Gray é um livro que ficará marcado para sempre na mente do leitor. O desfecho me pegou desprevenida, e fiquei digerindo a história por longas horas.
Sem dúvida, essa é uma obra que te levará a questionar seus próprios valores. Até onde uma pessoa iria para se conservar eternamente belo? Até que ponto as influências de outra pessoa podem modificar o nosso caráter?
Só uma recomendação: Leia o quanto antes.
“Hoje em dia as pessoas sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada.”
"Definir é limitar."

[resenha] Bruxas, Bruxos e os feitiços mais cruéis que se podem imaginar - Seleção Joseph Jacobs

Autor dos contos: Joseph Jacobs
Tradução: Vilma Maria da Silva e Inês A. Lohbauer
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 133
Classificação: 5/5

Sinopse: Bruxas... Algumas são más, terrivelmente más! Outras, nem tanto. E existem ainda algumas que são verdadeiras heroínas. É uma pena que só se conheçam as más. Elas foram as que ficaram mais famosas na história da humanidade, afinal, fizeram tantas coisas terríveis que é difícil de esquecer. Mas existem também as boas. E há os feiticeiros... Quem nunca ouviu falar de Merlin, por exemplo – o mago celta que ajudou o Rei Artur? Pois então deixe de lado o preconceito e abra este livro. Nele, você encontrará 10 contos sobre bruxas, bruxos e seus feitiços extraordinários. São contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontados por Joseph Jacobs, folclorista e estudioso dos mitos e lendas britânicos. Você pode acabar descobrindo que feitiços são muito interessantes – às vezes cruéis, outras, divertidos. Mas tome cuidado! Entre um conto e outro, sem que se dê conta, você pode acabar completamente encantado. 


     Sempre fui fã de conto de Bruxas e Bruxos, quem não gosta de Merlin? Viajo quando vejo a série! Mas o bom deste livro, é que dá pra ver várias faces, tem as más, as boas e as que se mais vê são as más. Se eu fosse falar dos dez aqui, falaria eternamente, então resolvi falar de um conto, que foi um dos meus preferidos, poderia falar de mais alguns, mas qual seria a graça? É bom deixar um suspense. Foi difícil a escolha, cada um consegue superar o outro! Fora a belíssima tradução, os contos são objetivos e muito bem transmitidos, e as ilustrações então? Babei em todas, muito perfeitas, dá toda uma diferença na leitura, não fica só na nossa imaginação. Mas vamos lá!
      
       Como Cormac Mac Art foi ao reino encantado: Cormac, filho de Art, filho de Conn das Cem Batalhas, rei da Irlanda, ocupava sua corte em Tara. Ele ficou curioso ao ver um jovem segurando um galho encantado com nove maçãs vermelhas. E onde ele brandisse esse galho, a necessidade de todos eram supridas. O rei se interessou bastante e perguntou ao jovem o quanto queria naquele galho, o jovem por sua vez, perguntou ao rei se ele daria qualquer coisa, o rei consentiu, e o jovem pediu sua esposa, o filho e a filha. E ouviam-se sempre, lamentações pelo ocorrido em Erin. Depois de um ano, Cormac decidiu ir em busca de sua esposa e filhos, dar um fim a este vazio que sentia. 
       Em sua jornada encontrou uma linda campina, alguns cavaleiros cobriam a casa com plumas, e mais adiante, encontrou três fontes imensas. Seguiu mais adiante e encontrou uma casa, onde estavam um homem e mulher, o saudaram e o convidaram a entrar. Pediram para o rei servir-se, o que ele o deixou meio espantado E ali contaram histórias, até que o rei contou como saiu em busca de sua esposa e seus filhos, mas sem muito sucesso. Depois de um tempo o dono da casa perguntou se o rei se importaria de comer com mais três pessoas. Ao abrir a porta, sua esposa e filhos aparecem, proporcionando ao rei uma grande alegria. O dono do galho encantado, conta que foi ele mesmo quem fez o acordo! Deu então ao rei, o galho, a toalha e o cálice que possuía uma virtude (de que toda vez que uma falsa história era contada diante dela, se repartia em quatro partes e se refazia toda vez que uma história verdadeira era contada).E dali por diante, não haviam mais tristezas, apenas um banquete para se saciarem, e ao amanhecer todos estavam em Tara dos Reis, e ao lado deles estavam a toalha, o cálice e o galho.
      
     Acho que ficou bem mais do que entendido o porquê de eu ter amado este livro, né? Tem contos assustadores, mas tem contos também tristes. O segundo que mais gostei foi Os filhos de Lir, com um começo e final impressionante. Super recomendo a vocês, tenho certeza que vão adorar! E fiquem ligados que amanhã sai o sorteio de férias! Beijinhos.


Novas parcerias

Fico muito feliz em anunciar novas parcerias. Dessa vez com dois autores nacionais e com uma editora super conceituada. Vamos as apresentações:

Leonardo ZegurSite OficialBlog do Autor

Leonardo Zegur, é um escritor carioca, de 28 anos. Psicólogo, sempre em formação, passou pela Escola de Música Villa-Lobos. Entre suas paixões, além da música, estão a fotografia e a pintura. Como contador de história descobriu que o dote da escrita não se restringe a uma excelsa dádiva e, a partir daí, começou a fazer do papel o portal de entrada para seus mundos de criatividade.


Sinopse: Personagem tão comum, sujeito de classe média, sem virtudes, sem nem nada deu origem a tal tragédia. não é loiro, nem bonito, nem seus olhos são azuis, o seu trejeito e sua voz, a feiura fazem jus. Não namora, nem badala, sua vida é uma inédia, já de menino era feio, motivo alheio de comédia. Deixou que se fosse a vida, que passasse a infância, julgou que sendo moço deixaria a ignorância. Mas seus dias se esticaram e o desgosto não cedeu, continuou sendo a comédia, miserável qual plebeu. Foi zombado e humilhado com ardor e grande instância, se fosse ter com as mulheres era tratado com arrogância. Mas cansado de sofrer fez valer o seu respeito, nunca foi de mala ré, nem tão pouco homem suspeito. Mas seus rivais irão pagar pelo mal que lhe fizeram, pelo bullying na escola, pela aflição que lhe impuseram. Nunca quis ferir ninguém, antes disto ser aceito, mas a vida lhe ensinou que não se mata o preconceito. // Um Lugar Escuro é o livro de romance psicológico naturalista do autor Leonardo Zegur. O subtítulo é: baseado em uma história real. A história traz temas como bullying, descriminação e preconceito.

Iracy AraujoBlog da Autora

Nasceu em Pernambuco, é médica pediatra e escreve poesiasdesde a adolescência. O Primeiro Ministro (As crônicas da Terra do Lago) é a sua primeira aventura literáriadentro do universo da fantasia. Atualmente trabalha na Universidade de Pernambuco e mora em Recife.

Sinopse: A vida seguia seu curso, o rei Darel estava feliz com o nascimento da princesa Diana, sua única filha e herdeira, e o Primeiro Ministro Quiron mantinha o reino da Terra do Lago em equilíbrio e prosperidade. Entretanto as sombras do exercito inimigo do impiedoso Magnus avançavam sorrateiramente sobre eles. Numa única batalha conseguiram destruir as defesas da bela cidade de Esferal e com o cruel assassinato do rei Darel a Terra do Lago foi jogada nas mãos do sanguinário invasor.
Porém, na calada da noite, Quiron consegue fugir do castelo com sua filha Selene e a pequena Diana, salvando assim a princesa da morte certa. Procurando abrigo nas cordilheiras, em busca da ajuda dos antigos magos da floresta, Quiron tenta proteger a princesa, mas conseguirá o fiel ministro manter a princesa a salvo da tirania de Magnus?

E por último, anuncio a parceira com a Editora Martin Claret! Fiquei mega feliz quando vi o e-mail do Julio confirmando a parceria, pois eu amo os livros da editora, a maioria dos clássicos que tenho são graças a Martin Claret, inclusive meu primeiro livro da Jane Austen. Como já falei em um post, os livros da editora tem o preço super acessível e um formato


Vamos saber um pouco mais sobre a Editora? Confiram: 
A Editora Martin Claret foi fundada em São Paulo, no início da década de 1970, pelo empresário, editor e jornalista gaúcho Martin Claret, para publicar, em um primeiro momento, as obras do filósofo e educador brasileiro Huberto Rohden, autor mundialmente conhecido de mais de 65 obras sobre filosofia, religião, ciência e educação. 
Hoje, a Editora possui aproximadamente 500 títulos em catálogo, de obras-primas da literatura universal, de filosofia, direito, política, sociologia e religião. É uma empresa editorial altamente diferenciada, operando em nichos criados pela própria empresa. 
Em 1982, o fundador da Editora lançou na indústria editorial brasileira o livro-clipping (o livro montado, de vários autores), voltado para o crescimento espiritual e humano do leitor. Nesse segmento, possui atualmente 6 coleções, com mais de 150 títulos. 
Outra inovação da Editora foi o livro-pocket com alta qualidade gráfica, a preços acessíveis, com a coleção A Obra-Prima de Cada Autor, cuja proposta é de 500 títulos, dos quais a editora já publicou 300 volumes. Grande parte desses títulos são recomendados ou adotados em escolas, faculdades e vestibulares. 

Acessem e visitem o catálogo da editora clicando aqui.
Sigam no twitter: @EdMartinClaret
Facebook aqui: Martin Claret Facebook
E participem da SUPER PROMO DE NATAL no blog da Editora, você pode ganhar uma cesta com 27 LIVROS um lindo cadernoum estojo exclusivo com caneta e lapiseira e um panetone Bauducco. Quer saber mais? Acesse: SUPER PROMO CLIQUE AQUI
Em breve terá resenha dos livros citados, e uma promo especial, aguardem!!!
Bjos

[Resenha] Persuasão - Jane Auten

Livro: Persuasão
Autora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 229

Sinopse: O último romance que Austen escreveu, publicado postumemente em 1818 -  conta a bela e sedutora história de Anne Elliot e Frederick Wentworth, os quais, oito anos depois do rompimento de seu noivado, reencontram-se, todavia em circunstâncias bem diferentes daquelas do passado.


Minha opinião:
Eu não posso deixar de começar a resenha, falando da minha paixão por Jane Austen. O primeiro romance que li da autora foi Orgulho e preconceito, um dos meus preferidos, o qual já assisti ao filme mais de 20 vezes. A escrita de Austen é rica em detalhes, para quem já leu sabe exatamente como é viajar pelas paisagens que Austen descreve em sua obra. Londres é sempre o cenário de seus romances, e quando li Persuasão fui transportada mais uma vez para a cidade britânica, chegava até a imaginar os personagens com seus sotaques típicos dos londrinos.
Mas vou parar de babar na minha autora preferida e falar sobre o livro.
A mocinha dessa vez é Anne Elliot, que quando jovem e apaixonada por Frederick, é persuadida por sua amiga lady Russell, a romper o noivado, pois Frederick não possuia um título importante, nem posses suficientes e portanto não era considerado um bom partido.
Anne tem três irmãs: Elizabeth, mais velha e ainda solteira, e Mary, a irmã caçula e casada com Charles Musgrove.
Com as economias acabando, Sir.Walter Elliot, pai de Anne, é persuadido por Lady Russell e sua filha Anne, a deixarem a residência de Kellynch Hall e se mudarem para uma casa com menos luxo em Bath, alugando assim a antiga residência.
O que Anne não esperava, é que o novo proprietário da sua antiga residência, fosse o Sr. e Sra. Croft. Sophie Croft é irmã do seu ex-noivo, e com isso o reencontro dos dois é inevitável.
Só que agora Frederick é rico e Oficial da marinha, e muitas mulheres se demonstram interessadas por ele.
A tensão do reencontro dos dois é de fazer suspirar e essa versão da Martin Claret ainda tem um capítulo excluído, que eu pessoalmente amei.
Com toda certeza Persuasão se tornou meu favorito.Uma leitura altamente recomendada para os corações românticos de plantão.

Quotes:
- O nome de Anne Elliot - disse ele- há muito tempo soa de maneira muito sedutora para mim. Por muito tempo ele encantou minha fantasia; e, se eu ousasse, aventaria meus votos de que tal nome nunca mude.

(...)Posso ter sido injusto, fui fraco e ressentido, mas nunca inconstante. Só por você vim a Bath. Só por você eu penso e faço plano. Será que você não viu? Será que você não conseguiu entender meus desejos?Não teria esperado nem estes dez dias, se tivesse podido ler os seus sentimentos, como acho que você entendeu os meus (...)

Ainda não assisti o filme da obra, mas os atores que escolheram são fiéis aos que eu imaginava. Com Rupert Penry-Jones no papel de Frederick (o que é esse homem gentem? lindo) e Sally Hawkins no papel de Anne. Como eu amo filmes antigos, esse é um DVD que procuro a muito tempo para minha coleção, mas ainda não achei (mas eu não desisto)



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