Livro: Para Sempre
Autores: Kim e Krickitt Carpenter
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 144
Classificação: 5/5
Minha opinião:
Para Sempre é um livro autobiográfico, narrado por Kim Carpenter e, assim que saiu o trailler do filme baseado na história do casal, fiquei ansiosa para conferir primeiro o livro. Já disse e repito: amo biografias. Talvez seja por isso que me encantei com o livro.
Kim nos conta como conheceu a sua esposa: Krickitt, e relata os eventos anteriores e posteriores ao acidente de carro - que ambos sofreram - apenas 2 meses após terem se casado.
No acidente, Krickitt sofreu um traumatismo, e como sequela ficou com amnésia retrógrada, não se lembrando do período que conheceu seu marido. A partir de então, a mulher com quem Kim havia se casado, não existia mais. Ao invés de desistir do relacionamento fadado ao fracasso - já que Krickitt não demonstrava nenhum sinal de que iria recuperar a memória e se lembrar de que foi casada - Kim decide reconquistar a esposa, e assim cumprir os votos que fez ao se casar: que estaria presente mesmo nas dificuldades.
- Krisxan, passei a amá-la muito desde que a conheci. Agradeço a você por me amar dessa maneira tão bela e especial. Prometo amá-la e respeitá-la completamente. Prometo sustentá-la e protegê-la em tempos de necessidade e dificuldade (...) Acima de tudo, prometo ser o homem por quem você se apaixonou. Eu amo você" (pág.25 e 26)
O amor de Kim por Krickitt é tão altruísta, a ponto dele se recusar a receber o tratamento após o acidente, e dedicar todo o seu tempo em prol da recuperação da esposa.
Eu me emocionei bastante lendo o livro. Apesar de ser curtinho, Kim consegue destrinchar o começo de seu relacionamento com Kricktt e a luta que passou ao tentar reconquistá-la, em um relato bastante emocionante, que nos mostra sua fé e perseverança perante as dificuldades.
O livro ainda traz diálogos e fragmentos de textos que a própria Krickitt escreveu em seu diário, e assim a interação com a história fica mais aprazível.
O livro ainda traz diálogos e fragmentos de textos que a própria Krickitt escreveu em seu diário, e assim a interação com a história fica mais aprazível.
Uma das coisas que me chamou atenção, foi a mobilização que os amigos e familiares fizeram pelo casal, seja ajudando com dinheiro ou apoio moral.
Um ponto que deixou a desejar foi a falta de atenção com a tradução. Fica claro, lendo o livro, que os autores são cristãos. Sendo assim, o termo correto seria orar e não rezar. No livro, o tradutor utiliza os dois termos.
Quando muitos pensam em desistir de seus companheiros, por uma simples briga, ao invés de lutarem pelo casamento - que hoje em dia muitos consideram uma instituição falida - a história de Kim e Krickitt nos prova que o amor pode resistir a qualquer adversidade. O casal mostrou também uma fé em Deus incorruptível, e acima de todos e quaisquer questionamentos.
Um relato de fé, amor e superação, que deveria ser lido por todos os casais.













