Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 356
Classificação: 5/5
Sinopse: Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as conseqüências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.
Minha opinião:
Eu não sabia o que esperar da leitura desse livro, pois achava que seria repetitivo a protagonista contar sua morte várias vezes. E como fã da série Supernatural, eu logo assimilei o livro, com o episódio "Mistery Spot", no qual Dean e Sam revivem o mesmo dia várias vezes (e o Dean morre várias vezes) e é muito hilário. Mas no livro não tem nada de engraçado, pelo contrário, é angustiante acompanhar os esforços de Sam para tentar fazer tudo diferente, antes de morrer.
O livro é narrado em primeira pessoa, por Sam, uma adolescente que tem tudo, mas que ao morrer, percebe que nunca esteve tão solitária em toda sua vida.O tema principal abordado é o bullying, e a consequência desastrosa que as vítimas sofrem.
É difícil gostar de Sam ou de suas amigas logo no início, confesso que cada vez que ela morria eu ficava feliz, e achei que seria difícil sentir pena, ou realmente gostar da personagem.
Sam, tem 17 anos, e um namorado que todas as meninas de sua escola sonham ter, além de ter amigas populares, bonitas e que adoram se divertir em sua companhia. Mas ao morrer, Sam descobre que as consequências do bullying, para as vítimas, podem ser fatais e desastrosas. E assim Sam ganhe uma chance de reviver seu último dia mais de uma vez, tendo a oportunidade de mudar os acontecimentos que culminam em sua morte.
"Talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Um, dois, três ou dez milhões de amanhãs… Tanto tempo, que você possa nadar nele, deixar rolar e enrolar-se nele, deixá-lo cair como moedas por entre os dedos. Tanto tempo, que você possa desperdiçá-lo. Mas, para alguns de nós, há apenas o hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará sua vez." (pág.205)
Se no começo você sente uma raiva e antipatia total pela personagem, no final você se pega aos prantos, por ver o quanto Sam amadureceu a cada nova chance em que ela tenta fazer tudo diferente, e sente pena por ela descobrir tarde demais, que suas ações poderiam modificar muitas coisas ao redor.
"Algumas coisas se tornam lindas quando você realmente olha." (pág.261)















