Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Número de páginas: 319
Classificação: 4/5
Sinopse: Emerson Watts odeia seu nome, tem problemas com quase todo mundo na escola e seu melhor amigo parece nem desconfiar de sua paixão por ele. Parece que ela tem problemas? Pois um acidente num shopping aproxima Em e a famosa modelo Nikki Howard muito mais do que deveria, e é aqui que os problemas começam de verdade.
Minha opinião:
Cabeça de vento foi o primeiro livro da Meg Cabot que eu li. As capas da série são lindas, e a história me lembrou bastante um filme que eu adoro: sexta feira muito louca.
Emerson Watts tem um nome masculino. Seu pai a batizou homenageando seu poeta favorito, porque tinha certeza que seu filho seria menino e mesmo sabendo que se tratava de uma menina, não quis mudar o nome. Emerson é muito diferente das adolescentes de sua idade (se não bastasse só o nome): ela não liga para a popularidade, se veste com roupas largas, usa all star e é apreciadora de jogos de videogame. Ela ainda é melhor amiga de um menino: Christopher, e inclusive tem uma quedinha pelo mesmo (mas que ela prefere não revelar).
Mas a vida de Emerson muda, quando ela precisa acompanhar a sua irmã mais nova Frida, na inauguração da Stark Megastore, onde o cantor Gabriel Luna estará autografando cds para os fãs. Durante a sessão de autógrafos, um grupo manifestante resolve protestar contra a abertura da loja, e é justamente neste momento que um terrível acidente acontece.
Ao acordar em um hospital, tendo a visita de ninguém mais, ninguém menos que o super cantor gato Gabriel Luna, ela começa a achar que está sofrendo de uma alucinação, mas o inesperado acontece e Emerson se vê dentro do corpo da super modelo famosa: Nikki Howard.
Sem saber o que está acontecendo, e onde foi parar seu verdadeiro corpo, Emerson enfrentará as mudanças de ser notada por todos, e ainda terá que lidar com os muitos amores de Nikki.
O que me agradou nesta série, foi o fato do enredo ser diferente e a capacidade da autora em escrever uma história leve e divertida, como se fosse uma adolescente. Nas 319 páginas, eu consegui fazer uma viagem ao meu passado, e super me identifiquei com a Emerson, que como eu se veste diferente da maioria das meninas e é vidrada em jogos de videogame.
O livro é repleto de situações hilárias, porque imagina uma adolescente com toda aquela atitude "masculina" no corpo de uma modelo que parece possuir todos os olhares alheios voltados para si?
O livro é narrado em primeira pessoa, e a trama é construída com muita agilidade, que mal se percebe o tempo passando.
Meg não nos poupou dos "colírios" e fica difícil dizer qual personagem masculino é mais encantador.
Apesar de gostar do jeito da Emerson, confesso que em muitas situações ela soou como uma chata, por causa da sua obsessão em se aproximar do seu melhor amigo Christopher, que depois do acidente, não sabe que na verdade é a amiga quem habita o corpo da super modelo.
Uma repetição que me incomodou bastante, foi o uso exagerado das palavras: tipo assim. E olha que tipo assim está para os cariocas, como uai está para os mineiros. Em cada 100 palavras, 1 começava com: tipo assim.
O livro é bastante introdutivo, o que é absolutamente aceitável, visto que faz parte de uma trilogia, mas em algumas partes soou bastante repetitivo.
Mas estamos falando da diva Meg Cabot, sendo assim o livro deixa um gostinho de quero mais no final.
Se você está cansado das tramas sobrenaturais, e quer um livro para relaxar e se divertir: Cabeça de vento é a sua melhor opção.













