Mostrando postagens com marcador fábio m. barreto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fábio m. barreto. Mostrar todas as postagens

[Resenha] Filhos do Fim do Mundo - Fábio M. Barreto

Livro: Filhos do fim do mundo
Autor: Fábio M. Barreto
Editora: Fantasy - Casa da Palavra
Número de páginas: 284
Classificação: 2/5

Minha Opinião:

 "Sem se preocupar com a eventual dor causada pela força do marido, a Esposa simplesmente se agarrou ao Repórter como se fosse a última vez. Lágrimas percorriam o rosto. Ela ofegava; numa mistura dolorosa de alívio pela presença do marido com a incerteza do destino do filho por conta da tragédia pela qual passavam (...) Sentiu o bebê chutar e sorriu em meio aos prantos. Ainda havia esperança." (pág.33)



Uma notícia deixa todos em polvorosa: todos os bebês com menos de 1 ano, amanhecem misteriosamente mortos, a partir da meia-noite do fatídico dia. Para piorar a situação, plantas e animais também aparecem mortos em todo o lugar do mundo, espalhando medo e dúvidas entre os moradores da cidade.  Na redação de um jornal, um repórter recebe o chamado tarde da noite para se encontrar com o diretor. Na reunião são revelados alguns planos de contenção do governo, com a finalidade de fazer com que as manchetes citando as tragédias, não venham atingir proporções catastróficas.  Porém, o pior já estava por vir: um verdadeiro caos se estabelece no mundo, e todos se deparam com a provável escassez de alimentos.
Uma verdadeira confusão já está armada, quando os moradores passam a saquear mercados e lojas, a fim de garantir um estoque de provisões, caso o pior esteja por vir.
Em meio a um provável fim do mundo, o repórter tem a missão não só de conferir se ainda existem bebês vivos nos bunkers construídos com a finalidade de protegerem as pessoas do iminente fim, como também retardar o nascimento de seu filho.

Cenários apocalípticos já me conquistam mesmo antes de ler a sinopse, e foi com muita expectativa que iniciei a leitura de Filhos do Fim do Mundo, que não a correspondeu totalmente.
O enredo foi algo totalmente inovador.  Li durante a minha gravidez, e foi assustador imaginar um mundo onde todos os bebês nasciam e morriam, ou imaginar perder um filho com menos de 1 ano de idade.
Alguns elementos me incomodaram bastante durante a leitura, e o primeiro deles foi o fato dos personagens não terem nome. Eles eram apenas identificados pela profissão, ou status; como: Repórter, Diretor, Padre, Esposa. Juntando isso a narrativa em terceira pessoa, não consegui me conectar aos sentimentos dos personagens. A impressão que eu tive era de estar assistindo tudo de uma arquibancada, sem sentir identificação pelo que lia, ou "entrar" realmente na história.
O começo foi bastante arrastado. A reunião para expor o que estava acontecendo, ganhou um destaque muito grande, o que tornou a leitura cansativa. 
O Repórter, protagonista principal, não me cativou. Ele tinha muitas atitudes impulsivas, e sua postura arrogante para com os militares me irritou. 
A obra tem uma pegada sci-fi que acabou sobrepujando a parte apocalíptica. Era um tal de bombardeio de um lado, bombardeio do outro, que me senti em plena Segunda Guerra Mundial. Os ataques aos bunkers foram muito confusos. Eu tinha que parar para ler várias vezes o mesmo trecho, e tentar entender quem estava atacando quem.

O maior motivo para não ter me envolvido com a leitura, foram as muitas voltas no enredo. Para completar, o desfecho foi frustante, já que não obtive nenhuma explicação para as mortes citadas no início do livro.
A premissa, apesar de ser bem interessante, não foi plenamente desenvolvida, culminando em um final confuso e sem revelação sobre o que motivou as mortes. Uma pena, pois essas era uma das leituras que eu estava mais empolgada, ainda mais por se tratar de um livro nacional.
Quanto a revisão não tenho o que reclamar, já que não achei nenhum erro aparente.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...