[Resenha] Esposa 22 - Melanie Gideon

Livro: Esposa 22
Autora: Melanie Gideon
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 389
Classificação: 5/5 (favorito)

Minha Opinião:

A paixão avassaladora do início do relacionamento de Alice e William Bucle foi esfriando com o tempo. Depois de dois filhos e 20 anos de casamento, Alice está entediada.
Após realizar uma pesquisa pelo Google sobre casamento feliz, ela recebe uma proposta por e-mail, para participar de uma pesquisa on-line sobre casamentos, e acaba aceitando por impulso.

Logo, a nova experiência se revela mais prazerosa do que poderia imaginar. Protegida pelo pseudônimo de Esposa 22, o simples ato de responder as questões sobre o seu casamento, lhe traz um alívio compensador.
O pesquisador 101 designado a lhe fazer as perguntas, é um simpático homem, que se mostra sensível e atencioso. Os dois acabam criando perfis no facebook, para se comunicarem mais abertamente, e é justamente quando tudo se torna um jogo perigoso.
Alice está cada vez mais viciada em se comunicar com o misterioso pesquisador 101, e enquanto revela detalhes minuciosos de sua vida conjugal, sente que não sabe nada sobre ele.
" (...) Eu nem preciso olhar pela janela para ver como está o clima. Posso ter a previsão do tempo todas as manhãs, enviada diretamente para  o meu laptop. Existe coisa melhor?
Cordialmente, Esposa 22.

(...)Existe: ser pego de surpresa pela chuva.
Tudo de bom,
Pesquisador 101."

Estou sendo surpreendida com ótimas leituras este ano. Esposa 22 me chamou atenção pela capa. Adoro as nuances de lilás e a forma como a boca forma um coração se visto de lado. O bom é que não é só a capa bonita, esta foi sem dúvida a melhor comédia romântica contemporânea que eu já li, e virou meu favorito, do tipo que me faz suspirar a cada quote que eu leio.
Diria que este livro é um retrato fiel de como a internet se tornou algo imprescindível para a maioria das pessoas, nos dias atuais.

A história é narrada em primeira pessoa, por Alice. Ela é espirituosa e possui um humor completamente despojado. Como professora de teatro, algumas cenas são narradas por ela como se estivéssemos assistindo a uma peça, o que foi muito criativo. Me identifiquei muito com as suas emoções e reações ao descobrir detalhes importantes sobre a vida do seu marido pelo facebook.
Podemos acompanhar o dilema de lidar com seus filhos adolescentes, e também a preocupação em chegar aos 45 anos, que foi a idade com a qual sua mãe faleceu.
Para quem é casado e tem filhos (como eu), irá de identificar imediatamente com toda a dubiedade de sentimentos da protagonista. Porém, quem não viveu essa experiência ainda, terá um perfeito panorama das responsabilidades que o casamento e a criação dos filhos exige.
Além das mensagens de e-mails trocadas por ela e pelo pesquisador 101, temos acesso as atualizações do facebook de Alice, e também suas pesquisas pelo Google. Este formato, cria uma atmosfera tão agradável, que as páginas passam voando.

Um ponto positivo é a consistência de todos os personagens, graças aos diálogos espirituosos e envolventes, e as cenas enxutas e diretas. Melanie prova que menos é mais, e dessa forma consegue construir um enredo grandioso, atual e original. Seus personagens possuem sentimentos genuínos, de forma que o leitor consegue criar uma identificação imediata com todos.
As cenas não são exageradas e passam longe de parecer caricatas e clichês. Destaque para a cena da depilação, que me deixou com lágrimas nos olhos de tanto rir.
Não sei enumerar o que mais amei na história, mas creio que tenha sido o fato de Alice ser uma personagem tão palpável, que em muitos momentos parecia que eu era sua amiga, tomando um chá e ouvindo sua história. O pesquisador 101 é apaixonante. Suas mensagens, sua percepção sobre os sentimentos de Alice, e especialmente o seu modo de ler nas entrelinhas, são altamente irresistíveis, motivo pelo qual não consigo culpar Alice por não resistir aos seus encantos.
" Esposa 22: Essa é a sua mão na foto do seu perfil?
Pesquisador 101: É
Esposa 22: Por que você postou uma foto da sua mão?
Pesquisador 101: Por que eu queria que você a imaginasse na sua nuca.
O único ponto negativo que eu encontrei, foram as perguntas da pesquisa estarem nas páginas finais do livro. Desse modo era preciso interromper a leitura, para conferir as perguntas.
Mais do que mostrar o desgaste causado pelos anos de casamento, o livro traça um paralelo sobre as consequências de sermos tão apegados as redes sociais, como se fosse extremamente necessário expor nossas vidas e rotinas, a fim de sentirmos que nossas experiências são reais.
Será que essa dependência à internet, não seria prejudicial em certo ponto? A acessibilidade é tão essencial assim em nossas vidas?

[Resenha] Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare

Livro: Cidade dos Anjos Caídos - livro #4
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 361
Classificação: 4/5


Minha Opinião: (Sem spoiler, para quem não leu os livros anteriores)

A guerra acabou. Caçadores de sombras e membros do submundo parecem coabitar em paz.
Clary finalmente irá treinar suas habilidades de caçadora de sombras, mas o afastamento de Jace a deixa bastante preocupada.

Caçadores de sombra aparecem mortos, levantando desconfiança dos membros da Clave, contra os seres do submundo. Uma guerra sangrenta está prestes a começar, e é preciso tomar muito cuidado em quem decide confiar.
- Eu te amo, Clary - disse Jace - Mais do que... - interrompeu-se. - Meu Deus. Mais do que provavelmente deveria. Você sabe disso, não sabe? (pág.47)
Quando eu penso em ler uma trilogia, fico logo desanimada com a hipótese de virar uma série. Também sempre bate aquele medo: será que a autora vai ser perder nas continuações? será que ela está escrevendo uma verdadeira encheção de linguiça, só para ganhar mais dinheiro? Trilogias virando séries, está se tornando uma verdadeira epidemia.
Os Intrumentos Mortais era para ser uma trilogia, tanto que o desfecho do livro Cidade de Vidro foi tão satisfatório, a ponto de me fazer achar que nada mais me surpreenderia.
Comecei lendo Cidade dos Anjos Caídos, sem muita expectativa, pois já tinha visto de tudo acontecer nesta série. Mas eu estava enganada, ainda tinha mais para ser visto. E minha relação de desgosto com a série, passou para um caso de amor.

Antes é preciso deixar claro que minha paixão pela série vem do fato de: Cassandra criar personagens completamente envolventes, e diálogos realistas - apesar de abusar na dose de ironia - com os quais me identifico muito, e chego a pensar: caramba, este seria o tipo de piadinha que eu faria.
Eu amo o elenco da série. Clare consegue dar o devido destaque a todos, sem que nenhum seja negligenciado. Os personagens são carismáticos, e todos eles possuem uma característica marcante que os diferem.
Gosto da mistura de seres sobrenaturais (quem diria), e o modo como cada mitologia é desenvolvida.
Para apimentar ainda mais a série, uma personagem do livro Anjo Mecânico tem grande destaque neste livro. Simon tem sua "condição" melhor explorada neste livro, e posso afirmar que de longe, ele é o personagem que mais amadureceu na série.
Tivemos um toque bem a lá supernatural (série de TV), por conta do novo vilão. As reviravoltas na trama fizeram muito bem a série. No início do livro eu esperava um desenvolvimento muito diferente, e o tempero que torna a série um sucesso é exatamente este: não saber o que virá pela frente, e ser pego desprevenido.

Para o alívio geral da nação, a transformação da trilogia em série não foi decepcionante, muito pelo contrário. A autora nos prova que ainda tem muito a desenvolver. O desfecho me deixou ansiosa para ler City of Lost Souls, que tem a capa mais linda da série, e não sei porque mas tenho a impressão que este será o livro mais denso da série.

Meme

Selinho indicado pelo blog Sou seu astral
Regras:

1) Criar um post e responder às perguntas de quem te passou a tag;
2) Criar 11 perguntas diferentes e repassar;
3) Escolher 11 blogs e colocar o link no post;
4) Avisar os blogs selecionados.

Perguntas:
1) Se pudesse viver no cenário de um livro, qual seria e por quê?
Em Hogwarts. Tem coisa mais mágica do que uma escola de bruxaria?

2) Qual livro que você esperou demais, e depois se decepcionou?
Sobrenatural. Achei que a história poderia render mais.
3) Qual livro ocupa o primeiro lugar da sua wishlist?
Nevermore.

4) Quais personagens literários que tem os nomes mais bonitos, na sua opinião?
Isabella (crepúsculo) e Brian (paixão,drogas e rock'n roll). Sou suspeita, porque esse é o nome dos meus filhos (sendo que se escreve Isabela e Bryan).

5) Se pudesse escolher 2 livros para guardar para sempre, quais seriam?
O senhor dos anéis III e caramba, que pergunta difícil. Acho que Orgulho e Preconceito.

6) Qual livro poderia ler todos os dias e nunca se cansaria?
Silêncio.

7) Qual média de livros lidos por ano?
Uns 100, às vezes menos.

8) Chegando numa livraria, qual seção mais chama a sua atenção?
Romance.

9) Prefere ganhar livros ou roupas em datas especiais?
Ultimamente não ganho nada, então nem posso escolher rs Mas,lógico que iria preferir livros.

10) Qual livro gostaria de ter escrito?
O verão que mudou minha vida.

11) Um autor que gostaria de conhecer:
Jane Austen.

[Resenha] Cidade de Vidro - Cassandra Clare

Livro: Cidade de Vidro - livro #3
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 474 
Classificação: 5/5 (favorito)

Minha Opinião: (Livre de Spoiler para quem ainda não leu a série)

Para resolver o enigma que envolve sua mãe, Clary precisa ir para Idris, a cidade dos caçadores de sombra, mas nem todos concordam com sua ida, especialmente Jace.
Porém, Clary não deixará ninguém lhe dizer o que deve ou não fazer, e sozinha cria um portal para entrar clandestinamente na cidade.

Em Ídris, ela irá conhecer um aliado na missão de encontrar o feiticeiro Ragnor Fell: Sebastian. Um misterioso - e lindo - garoto de cabelos escuros, que possui muito a esconder.
Como se não bastasse toda confusão envolvendo a Clave, em não aceitar que os membros do submundo lutem ao seu lado na guerra contra Valentim, muitos segredos do passado irão mudar a vida de Jace e Clary drasticamente.
" Não dá pra fingir - disse Jace, objetivo. - Eu amo você, e vou amar até morrer, e se houver vida depois disso, vou amar também. (pág.295)
 O que dizer de uma série que, a princípio eu não gostava, e hoje posso afirmar que conquistou meu coração? Minha relação com a autora Cassandra Clare sempre foi de amor e ódio. Amor pelos seus diálogos extremamente realistas e engraçados, e ódio por não conseguir sentir adrenalina nas cenas de ação. Porém, Cidade de Vidro apaga todo este conceito.
Você não viu minha nota errada não. CDV entrou para o seleto grupo de favoritos, e com louvor.

Continuo achando Valentim um vilão fraco, e essa minha suspeita só se confirmou com o desfecho desse livro. Só que Clare não fica presa a vilania. Temos tanta coisa acontecendo - com todos os personagens - que posso afirmar categoricamente, que finalmente pude perceber um quê de Harry Potter em sua escrita.
Não ficamos presos apenas aos personagens centrais, Clare sabe distribuir o foco da trama, e a narração em terceira pessoa só favorece.
O que me fez amá-la ainda mais, é a imprevisibilidade com a qual ela desenrola os fatos. Você pode estar esperando qualquer coisa, e por incrível que pareça ela tem a capacidade de ir para um lado completamente oposto ao imaginado pelo leitor, e que de alguma forma satisfaz, mesmo que isso inclua matar algum personagem para conferir uma certa "tensão" a narrativa.

E chegamos na parte em que eu me declaro para Jace. Yes, eu nunca imaginei que me apaixonaria perdidamente por ele. Se em CDO seus sentimentos não são explorados com profundidade, em CDV Cassandra se redimiu totalmente. Se algum dia eu quis sambar no corpitcho da autora Stephenie Meyer, por ela querer passar um fim de semana com Jace em uma ilha, agora eu a invejo completamente, pois se eu for para uma ilha deserta, certamente levaria Jace comigo (com Patch junto, lógico).
Finalmente temos o tão tão aguardado desenrolar da novela mexicana, iniciada no primeiro livro da série. E eu não só fiquei boquiaberta com a revelação, como aplaudi de pé a genialidade da autora.
O final me fez pensar que não teria como Cassandra continuar me surpreendendo, mas já adianto que li Cidade dos Anjos Caídos, e agora sim posso afirmar: Os Instrumentos Mortais é uma série imperdível.

[Lançamentos novembro] Novo Conceito

Novembro chegou, e com ele ótimos lançamentos. Vamos conferir os principais lançamentos da Editora Novo Conceito:



A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.
Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. 
Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.

Um guia do Hobbit para a vida de milhões de fãs do J.R.R. Tolkien.
Smith mostra que uma toca-hobbit é, na verdade, um estado de espírito e como até as menores pessoas podem ter o valor de um Cavaleiro de Rohan. Ele explora assuntos importantes para os hobbits, como cerveja, comida e amizade, mas também assuntos mais sérios, como coragem, vida em harmonia com a natureza e bem versus mal. 
Como prazeres simples como jardinagem, longas caminhadas e refeições deliciosas com amigos podem fazer você significativamente mais feliz? Por que o ato de dar presentes no seu aniversário em vez de recebê-los é uma ideia tão revolucionária? E como podemos carregar nosso próprio “anel mágico” sem sermos devorados por ele?
A Sabedoria do Condado tem a resposta para essas perguntas.


A autora de cinco romances de sucesso, Emily Giffin, lança uma história inesquecível de duas mulheres, as famílias que a fazem ser quem são, e a lealdade e o amor que as ligam.
Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta… para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é.
Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce.
Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.



 Mal posso esperar para ler Lola e o garoto da casa ao lado, já que me apaixonei por Anna e o beijo francês, da mesma autora. E vocês?
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