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[Resenha] Cidade das Cinzas - Cassandra Clare

Livro: Cidade das Cinzas - livro #2
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 404
Classificação: 4/5

Minha Opinião (livre de spoilers):

Clary nunca mais vai ter uma vida normal, após ter descoberto ser uma caçadora de sombras e possuir um poder diferente de todos os outros caçadores.
Após a grande revelação de Valentim, Jace vem agindo de uma maneira muito estranha com Clary.
O roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, faz com que a Inquisidora venha ao Instituto investigar e interrogar Jace.
Seria ele aliado de Valentim?

"(...)- Por que eu tenho que te contar tudo sobre como me sinto se você nunca me conta nada? É como dar com a cabeça na parede, só que, se pelo menos eu estivesse batendo com a cabeça na parede, poderia parar."
Depois de ter me decepcionado com Cidade dos Ossos, quis dar um tempinho para continuar lendo a série, e confirmar se o problema com o livro era comigo ou com a narração.
Yes, me surpreendi de tal modo com esse livro, que quero desesperadamente ler a continuação.

A história começa em um ritmo bem lento, e depois do final de CDO, em forma de bomba mexicana  que a Cassandra nos deixou na mão, o clima ficou muito estranho entre os personagens, especialmente entre Clary e Jace.
Personagens novos vieram conferir maior movimentação à trama, mas não acho que teve o efeito esperado. Maia, uma adolescente licantrope e Max, o irmãozinho mais novo de Alec e Izzy, ao meu ver seriam totalmente dispensáveis. Já não posso dizer o mesmo da Inquisidora e do já conhecido Magnus Bane. O feiticeiro é peça fundamental em várias cenas, e eu me divertia muito com suas piadinhas, e a Inquisidora foi uma personagem totalmente indecifrável até as últimas páginas.
O sarcasmo tão característico do nosso anti-herói Jace voltou com tudo neste segundo volume, porém temos flashes de seus verdadeiros sentimentos, o que torna o personagem apaixonante.

Continuo achando que Valentim não convence como vilão (ainda mais após descobrir quem fará o papel nos cinemas: meu gostosão que eu amo Jonathan Rhys Meyers). Ou eu tenho sérios problemas com vilões, ou Cassandra criou um personagem que talvez pudesse mudar com o decorrer da história, e isso é tudo que eu espero até o final da série (não custa sonhar né?). Afinal, porque o vilão tem sempre que morrer no fim?
Apesar do começo arrastado e a falta de ação, nem tudo estava perdido. Clare me fez ficar de boca aberta, literalmente. Ela mudou o rumo da história 360°, e teve a ousadia de fazer algo impensável com um dos personagens principais. Só sei que eu fiquei chocada, e depois queria jogar o livro na parede, e logo após estava aplaudindo por ela quase ter me feito chorar.

Um ponto super positivo para a narração em terceira pessoa, foi quando Clare interrompia o ápice de uma cena, para narrar o que estava acontecendo com os outros personagens em um outro cenário. Foi totalmente desesperador, mas de um jeito bom que não me deixava largar o livro.
O que ainda fica devendo são as descrições de alguns demônios e lutas. Minha imaginação é fértil, mas não consigo imaginar um demônio com patas de elefante, cabeça de mosquito e tromba vermelho-sangue pendurada. É demais, até para o mundo sobrenatural.
Praticamente nada de novo é revelado neste volume, e da mesma forma que CDO acaba com uma bomba, CDC tem seu final laudatório.
Apesar de não ter sido fisgada de vez pela série, devo admitir que o livro foi emocionante, e não quero passar muito tempo longe do trio Jace-Simon-Clary.
Para os fãs de sobrenatural, leitura mais do que recomendada.
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