Autor: Richard Paul Evans
Editora: Lua de papel
Número de páginas: 276
Classificação: 3/5
Sinopse: Ela havia perdido todas as esperanças... e encontrou um homem que cumpre suas promessas...
Beth Cardall tem um segredo. Durante dezoito anos, ela não teve escolha senão guardá-lo para si, mas, na véspera do Natal de 2008, tudo isso está prestes a mudar.
Para Beth, 1989 foi um ano marcado pela tragédia. Sua vida estava desmoronando: sua filha de seis anos, Charlotte, sofria de uma doença misteriosa; seu casamento transformou-se de uma relação aparentemente feliz e carinhosa em algo repleto de traição e sofrimento; seu trabalho estava por um fio e ela perdera totalmente a capacidade para confiar, ter esperanças e acreditar em si mesma.
Até que, um dia extremamente frio, após atravessar uma nevasca até a loja de conveniência mais próxima, Beth encontra Matthew, um homem misterioso e encantador, que mudaria de uma só vez o curso de sua vida.
Minha opinião:
A promessa foi um livro que eu comprei pela capa, que é linda demais e pelo precinho convidativo. Não tinha lido nenhuma resenha antes de comprar, e esperava um romance bem água com açúcar (que eu adoro) mas me enganei redondamente.
O livro é romance sim, mas também é ficção! Comecei a ler na noite de natal e não conseguia largar, pois a trama gira em torno do segredo que a protagonista Beth Cardall, tem guardado para si durante 18 anos.
A leitura flui rapidamente, os capítulos são curtos e envolventes, mas o desfecho me desagradou e muito.
O livro é narrado em primeira pessoa, por Beth que nos conta os acontecimentos de sua vida em 1989. Beth parece ter uma vida perfeita: um casamento estável, um esposo amável, uma linda filha de 6 anos e um emprego em uma lavanderia, onde ela trabalha ao lado de sua melhor amiga. Mas quando sua filha adoece e ela descobre o segredo de seu marido, sua vida desmorona em segundos. Beth passa a desacreditar no amor e em si mesma. No dia de natal ela vai até uma loja de conveniência, e conhece um misterioso homem: Matthew, que irá mudar sua vida para sempre.
"A vida é um castelo de cartas, equilibrado sobre uma gangorra, precariamente assentada sobre uma montanha-russa. A única coisa que deveria nos surpreender em nossas surpresas é o fato de nos surpreendermos com elas." (pág. 39)
A partir daí, o livro se torna ainda mais instigante e misterioso, porque até a parte final, não sabemos se Matthew é bom ou mau. E como ele poderia saber tantas coisas a respeito de Beth, sem nunca ter conversado com ela antes?
Cada início de capítulo, vem com frases e fragmentos do diário que Beth escreveu, e essa foi a parte que mais me agradou no livro, porque assim o leitor tem acesso as memórias de Beth, e fica mais fácil compreender os sentimentos da personagem.
"Não sei o que pensar. Matthew não apenas mudou o tabuleiro, ele alterou as peças, os dados e as regras. Na verdade, ele transformou o jogo inteiro." (pág. 196)
No final, temos uma passagem de 18 anos, que é quando Beth revelará sobre seu segredo para a família.
O livro tomou um curso inesperado para mim. Eu não consegui me envolver com o romance que Richard criou, apesar de ter achado uma boa leitura em si. O desfecho foi mal explicado, e eu senti falta de alguns esclarecimentos a cerca do aparecimento de Matthew. Não posso falar porque o livro me desagradou, senão estaria contando o final, mas posso dizer que achei bizarro. Não sei se sou bastante careta, ou talvez seja porque o tempo todo eu fiquei me perguntando se isso tivesse acontecido comigo.
A narração como eu disse flui agradavelmente, e se não fosse por isso talvez eu tivesse abandonado o livro. Richard sabe transcrever perfeitamente os sentimentos femininos, e a leitura nunca se torna maçante, o que rendeu as três estrelinhas de classificação. Este é o tipo de livro que só lendo para tirar suas próprias conclusões. Se eu recomendaria? Sim, mas deixo uma dica: abra a mente e livre-se dos preconceitos antes de ler.













