Autor: T. Greenwood
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 336
Classificação: 5/5
Sinopse: Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.
Minha opinião:
Existem livros que chamam atenção pela capa, outros pela sinopse, e alguns que te prendem pela narrativa. Um Mundo Brilhante reúne as três características. Comecei a folhear meu exemplar despretensiosamente em uma madrugada e não conseguia largá-lo.
T. Greenwood possui uma narrativa austera, que envolve o leitor pouco a pouco no mundo do personagem principal.
T. Greenwood possui uma narrativa austera, que envolve o leitor pouco a pouco no mundo do personagem principal.
Ben Bailey é um professor história de 30 anos, que se mudou para Flagstaff por vários motivos, entre eles a tranquilidade da cidade, e pela neve. Oito anos após se mudar, ele trabalhava como professor-adjunto (mal pago) e barman em meio período. Ben é noivo de Sara, uma enfermeira que conheceu no campus da faculdade a 6 anos, porém vive se questionando se a ama como no início do namoro.
Cansado da mesmice em que vivia, ao sair de sua casa em uma manhã de inverno, Ben se depara com o corpo de um jovem na neve, e ao conhecer a irmã do rapaz, começa a questionar sobre o rumo que sua vida vem levando nos últimos anos.
Ben e Shadi, se unem em busca de explicações sobre o provável assassinato de Ricky, o qual ninguém na cidade parece ter visto, e que a polícia fez questão de abafar. Será um crime praticado por racismo? Já que a vítima era um índio. Ou será que o rapaz apenas bebeu além da conta, perdeu os sentidos e caiu na neve? Conforme se aproxima da verdade, Ben percebe que nada do que planejou anos atrás para a sua vida, lhe apetece, e tenta desesperadamente encontrar um caminho para a felicidade.
Somos responsáveis pelos nossos sofrimentos? O que é preciso para sair do estado de inércia? São algumas das questões, que irão permear a mente do leitor.
O livro é narrado em terceira pessoa. Ora narrando os acontecimentos atuais, ora relembrando o passado de Ben. A autora conseguiu criar uma trama recheada de mistério e drama que mantém o leitor preso até a última página.
No começo eu senti raiva do Ben, por causa da maneira fácil, com a qual ele conseguia inventar uma mentira e guardar tantos segredos de sua noiva, mas ao longo da leitura, pude compreender os motivos que o levaram a tomar certas atitudes.
" Segredos. Como pequenos sapos escondidos em seu bolso. Não se pode esquecer deles porque estão sempre mexendo ali dentro, contorcendo-se, tentando escapar. Você sabe que, a qualquer momento, um deles pode conseguir subir e pular para fora de seu bolso, revelando-se para o mundo com um coaxado estridente. E quanto mais você se esforça para escondê-los, mais se esforçam para escapar." (pág. 285)
Sara é a típica filhinha do papai, que estava acostumada a ter tudo o que desejava, e aparentemente nunca sofreu na vida. Certas atitudes dela me incomodaram bastante durante a leitura: como o ciúme doentio, seu constante mau humor e o fato de querer as coisas sempre do jeito dela.
Eu não consegui me envolver com Shadi. A autora abordou o relacionamento de Shadi e Ben de forma bastante superficial, e por isso foi difícil criar uma conexão.
Apesar do final não ter sido o esperado, eu gostei bastante das reviravoltas que a autora inseriu na história.
Intenso, realístico e emocionante, Um Mundo Brilhante consegue deixar a mente do leitor fervilhando horas após a leitura. Uma lição que aprendi foi: Nem sempre ao desejar uma mudança, é possível trazê-la para nossa vida.
Recomendo para os leitores que apreciam um bom drama.
























